PARTE I

Prontos para viajar comigo até à capital holandesa, conhecida também pela Veneza do Norte?

Vamos lá…Como para todas as viagens, gosto de falar e partilhar o antes e o depois de chegar ao local, transporte, dicas, informações que vão ser úteis para todos aqueles que estão a pensar mais cedo ou mais tarde fazer o mesmo.

Acho que foi das chegadas mais simples e rápidas ao destino, depois de aterrar no aeroporto SCHIPHOL em Amesterdão, apenas tive que chegar ao ponto de recolha das malas e depois quando saí já tinha várias alternativas para ir até ao centro, autocarro, comboio, táxi… eu escolhi o comboio. Comprei o bilhete de ida e volta para o meu hostel que ficava a +- 15 minutos do aeroporto, preço muito acessível, depois de ter o bilhete é só seguir as indicações para onde queremos ir. O aeroporto é enorme, com boas indicações, fácil acesso, pontos de informação, balcões e máquinas para compra de bilhetes, supermercados com muita oferta de comidas rápidas, fruta, sushi, espaços de restauração e muitas flores.

O alojamento que escolhi foi mais uma vez um hostel, HOSTELLE, a localização era ótima, 15 minutos do aeroporto de comboio e 15 minutos de metro do centro com condições muito boas e com tudo aquilo que é necessário.

Agora sim, o mais empolgante falar sobre a cidade em si.

Amesterdão é uma cidade cheia de vida, muito turística também, multicultural, com milhares de bicicletas e não estou a exagerar, acreditem, muitos museus e várias atividades culturais, canais magníficos e pessoas a passear de barco, arquitetura inspiradora, inúmeras atrações e um ambiente descontraído e livre.

O PRIMEIRO DIA comecei por explorar o centro, com a visita à Praça DAM, onde se pode encontrar o palácio Real, o museu Madame Tussauds, um local muito movimentado e turístico, dos mais conhecidos e visitados na capital com restaurantes, cafés, lojas, monumentos históricos etc… Nessa zona fica também o famoso bairro “Red Light District”, bairro da Luz Vermelha, onde se vêm as ‘meninas’ nas montras, uma zona de prostituição legalizada. 

Para contrariar esse ambiente mais comercial, encontramos em paralelo pessoas que se sentam na beira dos canais a aproveitar os raios de sol, desfrutar do bom tempo, conversar, conviver. Passeios de barco com visita guiada, comida, bebida e animação que dão a conhecer os principais pontos turísticos e história da cidade.

Logo nesse primeiro dia fiquei impressionada com a quantidade de bicicletas que invadem Amesterdão, a circular, estacionadas em parques, encostadas em frente às casas, cafés, é sem dúvida o principal meio de transporte da capital. Em Estocolmo vi muitas mas esta cidade bateu o record. E já agora aproveito para dizer que acho que estive mais atenta às bicicletas que apareciam de todos os lados que propriamente aos carros ou outros transportes, é impressionante, giro e divertido! Ora vejam só …

Para chegar ao centro e voltar para o hostel foi bastante fácil, apanhar o metro até Centraal station e depois percorrer as ruas para descobrir a beleza de Amesterdão.

SEGUNDO DIA foi passado na zona dos museus, MUSEUMPLEIN, depois de chegar à Centraal Station tive que apanhar o tram nº12 para chegar até lá. Um pequeno aparte quando se anda nos transportes públicos, neste caso no tram, temos que fazer sempre check in e check out, o cartão que utilizei durante a viagem, foi comprado numa das estações e carreguei para três dias.

Na Praça dos Museus estão situados três principais museus da cidade, o Rijksmuseum (Museu Nacional) dedicado a artes e história, o Museu VAN GOGH com os trabalhos do pintor Vincent Van Gogh e dos seus contemporâneos e o museu STEDELIJK, museu de arte moderna. Aqui encontramos também o letreiro que toda a gente vê nas fotos de Amesterdão, “I AMSTERDAM”. E muito perto temos o museu MOCO, comecei com a visita a este museu de arte moderna, contrariamente ao museu Van Gogh, aqui pode-se tirar fotografias. 

MOCO MUSEUM, um ambiente inspirador, com exposições fantásticas que nos levam a refletir e apreciar as belas obras de arte. Um verdadeiro prazer observar os trabalhos do BANKSY o artista britânico que cria sobretudo streetart, as suas obras são muitas vezes humorísticas e políticas. Acho que quase todos, nos lembramos da fotografia “Ballon Girl”

Roy Lichtenstein, um pintor estado-unidense, um dos maiores intérpretes de arte contemporânea e um mestre da arte pop, obras multicoloridas e sensacionais, estilo banda desenhada. 

Para o museu Van gogh, do pintor holandês, aconselho a prever mais de duas horas para conseguir desfrutar ao máximo da visita, é enorme com vários andares. Comprei o bilhete na internet já antes de chegar a Amesterdão porque podem esgotar e tem hora marcada. Sacos, mochilas, casacos, máquinas fotográficas têm que ser deixados antes de entrar em cacifos grátis.  Importante também comprar o guia áudio, a ida torna-se bem mais enriquecedora quando ficamos a conhecer a origem de cada obra, a sua maneira de trabalhar, inspirações, a história e vida do pintor para quem gosta de pintura e arte.

A exposição que estava a decorrer era “Van Gogh and Japan”, que nos dá a conhecer a admiração do pintor pelo Japão sem mesmo nunca lá ter ido. Ele criou a sua própria imagem do país graças às gravuras japonesas que colecionou e estudou, uma verdadeira inspiração para o pintor.

Bem, depois uma pausa bem merecida, deitada na relva no Museumplein, ao lado de várias pessoas também a descansar, ouvir música, conversar e passar o tempo.

Só faltava mesmo encontrar um café bem aconchegante para acabar o dia e foi o que aconteceu. O CAFÉ BRECHT a alguns minutos da Praça, é um espaço com decoração vintage, sofás, cadeiras, candeeiros, papel de parede, estilo retro, molduras… vale mesmo a pena visitar, decoração única, inspiradora e que te faz voltar no tempo. Um local bem acolhedor, confortável, calmo durante do dia, ideal para relaxar, ler um livro na companhia de um chá ou então degustar as várias opções de comida, bebida, cocktails.

E a descoberta de um novo sítio fica bem mais cativante quando sabemos um bocadinho sobra a sua história, CAFÉ BRECHT, a dona partilha uma paixão pela cultura alemã e pelos seus escritores, e um deles é o escritor Eugen Berthold Friedrich Brecht daí o nome. O café Brecht realiza, regularmente, performances para os amantes da literatura e da poesia.

Estão a gostar?! Parte II, muito em breve…

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