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Anda daí e viaja comigo até lá, um verdadeiro postal que merece a tua visita!

Quando se fala em França, pensamos automaticamente “ai Paris…!”, se bem que adoro a vida, magia, energia e vibrações da capital, também valorizo e aprecio uns bons passeios pelas cidades mais pequenas, dotadas de uma beleza única e autêntica.

A minha “missão” é levar-te a descobrir esses recantos menos conhecidos, pelo menos aí em Portugal.
A minha estadia em Colmar foi bastante curta mas deu para preparar um artigo bem composto que não tenho dúvidas vais adorar devorar!


Colmar, fundada no século IX, é uma cidade que pertence à Alsácia, no nordeste de França, a região que faz fronteira com a Alemanha e Suíça. Devido ao passado histórico, nota-se uma grande influência alemã quer na arquitectura da cidade quer na gastronomia, vais te aperceber no desenrolar da viagem.

Foram umas seis, sete horas de carro para chegar lá, mas valeu muito a pena. Já há algum tempo que não fazia viagens tão longas de carro e acabo sempre por despertar a minha atenção em coisas simples da vida e como tal, partilho contigo. Toda a viagem demorada exige paragem e desta vez não foi excepção, a diferença é que privilegiei as áreas de serviço “verdes” (como eu gosto de chamar) menos frequentadas e com todas as condições necessárias. Para quem vai de férias, lembrem-se destes espaços tão aconchegantes para relaxar o tempo de alguns minutos, uma refeição ao ar livre, uma “pausa descanso-natureza”…torna o resto da viagem mais leve e agradável.

Muito me contas, mas afinal Colmar como é? Não é isso em que estás a pensar?!

Colmar é a típica cidade medieval francesa, repleta de casas de enxaimel coloridas em frente ao rio, em francês, chamam-se “les maisons colombages”, uma técnica de construção que consiste “em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos” (obrigado wikipédia).

O que visitar em Colmar?

Ruas, ruelas, canais, não é por acaso que Colmar é conhecida como La Petite Venise, a Pequena Veneza, banhada pelo rio Lauch, esta é a minha zona preferida da cidade. São organizados passeios de barco por esses canais semelhantes aos que se vêm em Veneza, mas em ponto bem mais pequeno, não deixando de espalhar o seu charme assim como visitas no comboio turístico.

O mercado coberto, Le Marché Couvert, localizado na Petite Venise é um local onde podes encontrar todas as especialidades da gastronomia local, é uma óptima maneira de ver o que se come por ali e provar.

Ao lado de La Petite Venise encontra-se também o Quartier des Tanneurs com fachadas que merecem ser contempladas como em todo o resto desta cidade pitoresca. Olha à tua volta!

Se como eu também gostas de brocantes, lojas de antiguidades, não deixes escapar, é sempre inspirador.

Colmar como todas as cidades tem o seu lado mais histórico e mais comercial, é sempre interessante “perder-te” na cidade e assistir à vida dos habitantes no dia-a-dia vivendo simultaneamente a tua experiência turística. Sim, porque turistas não faltam, em qualquer parte da cidade. E já que abordo o turismo, vou aproveitar para enumerar alguns dos pontos mais característicos de Colmar.

A Maison des Têtes é um monumento histórico com 106 cabeças humanas esculpidas na fachada, actualmente funciona como um hotel e restaurante.

A Maison Pfister, é talvez a casa mais conhecida em Colmar, construída em 1537 por Ludwig Scherer, um dos edifícios mais bonitos e antigos da cidade, para quem gosta de arquitectura, é uma pérola a não perder.

O Musée Bartholdi é um museu em homenagem ao antigo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi, o célebre criador da Estátua da Liberdade de Nova Iorque, um dos mais famosos moradores de Colmar.

O Museu do Brinquedo que encanta pequenos e grandes, propõe uma variada colecção de brinquedos do século XIX até aos dias de hoje, um regresso ao passado.

O Museu Unterlinden situado num antigo convento dominicano, contém obras-primas maravilhosas de artistas da região alsaciana, assim como de autores como Monet, Picasso, Renoir…

Entre museus, monumentos históricos, teatro, igrejas, lojas, restaurantes, cafés etc… Colmar, não sendo grande, é uma cidade rica em história, cultura, com uma beleza arquitectónica e paisagista que lhe é tão própria.

Onde comer em Colmar?

Colmar tem uma variedade de restaurantes muito acolhedores, é só escolher!

Eu fiquei pelo Wistub de la Petite Venise, para testar um dos pratos típicos da Alsácia, a choucroute.

A minha mesa para o almoço!

Um encanto digam lá?

Tartes flambées ou Flammekueche são também uma especialidade alsaciana que deves experimentar, deixei -me levar pelo atraente restaurante Brasseries des Tanneurs, que propõe diferentes opções tanto em prato principal como em sobremesa. 

Jadis et Gourmande, um dos melhores salões de chá de Colmar, ambiente caloroso e com uma decoração muito particular, peluches, ursos por todo o lado. Um boa aposta para saborear um pedaço de tarte e beber um chá caseiro fresco ou sumo natural.

Mais duas possíveis alternativas na Petite Venise:

E AS ALDEIAS VIZINHAS?

Quem vai a Colmar, raramente consegue ficar indiferente às magníficas aldeias nos arredores da cidade, por isso é aconselhado ir ou alugar um carro, juntar o útil ao agradável e dar uma volta pela Rota dos Vinhos, visitar caves, apreciar os gigantescos campos vinícolas e parar obrigatoriamente em Riquewihr, Ribeauvillé, Kaysersberg, Eguisheim…

Com o tempo contado, desta vez só consegui ir até Riquewihr, reputada pelo seu charme medieval, uma aldeia repleta de cor e de carácter que mais parece um “museu” ao ar livre.

Um mundo em ponto pequeno, muitos turistas também se bem que menos que em Colmar. Para quem gosta da época natalícia não vai ficar desiludido mesmo ainda não sendo altura, uma loja enorme exclusivamente dedicada ao Natal, com mil e uma decorações e tudo o que faz pensar nele, um espanto para miúdos e graúdos.

Merece ser visitada em qualquer altura do ano mas as festividades natalícias fazem deste pequeno pedaço de terra um verdadeiro paraíso.

Diz lá, se não ficaste com vontade de dar um pulo até Colmar?

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